Dicas de Internacionalização para a China

porto_de_shangai_chinaA segunda maior potência do mundo, mostra-se cada vez mais atraente, pois já mostrou que continuará a crescer revelando dados positivos. A densidade populacional do país é enorme, representando 1/5 de toda a população mundial, e com as reformas adotadas pelo Governo para aumentar o poder de compra dos chineses, transformaram a potência no motor de toda a economia mundial.

Enquanto as empresas portuguesas competem  internamente num mercado reduzido, com apenas 10 milhões de habitantes, a China tem 100 cidades com o mesmo número de habitantes total em Portugal. A China tem também apostado num mercado competitivo e muito seguro, a compra de dívida soberana adquirida em mercados externos, tendo atualmente cerca de 2,3 mil milhões de USD emprestados.

Para perceber o mercado, apresento-lhe alguns pontos fortes, fracos mas também algumas dicas úteis para que perceba a viabilidade do investimento na China.

Pontos FortesPontos FracosDicas Úteis
  • A China encontra-se no topo nas intenções de investidores internacionais;
  • O Governo prevê um aumento salarial, o que trará um aumento do consumo interno;
  • Classe média em forte e constante expansão;
  • Crescimento do consumo de bens de luxo e de viagens internacionais;
  • Preferência por marcas europeias, americanas e japonesas;
  • Grandes oportunidades na área alimentar, farmacêutica, energia e ambiente;
  • A eficiência energética é um dos pontos mais importantes para os chineses;
  • Existem grandes feiras especializadas europeias a serem realizadas na China;
  • Crescimento ao nível do desenvolvimento de tecnologias, eCommerce e da melhoria na qualidade dos produtos;
  • Cartas de crédito com muito boa aceitação no ambiente empresarial;
  • Tribunais chineses reconhecem as decisões arbitrais internacionais;
  • Maior rede diplomática mundial;
  • Abertura a investidores/fornecedores estrangeiros para a criação de estruturas locais de apoio ao desalfandegamento e certificação de produtos.

  • Envelhecimento da população e diferenças elevadas nos rendimentos;
  • Falta de recursos naturais;
  • Elevada deterioração ambiental – sem perspetivas de inversão no médio prazo;
  • Burocracia acentuada no meio empresarial;
  • Fragilidades na fiscalização sobre a qualidade dos produtos – agroalimentates e farmacêuticos;
  • Elevada burocracia nas alfândegas e no processo de certificação, moroso e oneroso;
  • Existência de produtos contrafeitos;
  • Sistema fiscal complexo e variável em termos regionais;
  • Insuficiente formação dos recursos humanos;
  • Muitos negócios exigem pagamento de 30% do total no ato da celebração do contrato;
  • Imposição de margens elevadas por parte dos importadores/distribuidores chineses;
  • Negócios na China com retorno difícil se se pensar a curto prazo;
  • Aprendizagem do inglês ainda pouco frequente.

  • Decidir primeiro o modelo de negócio e formas de entrada;
  • Escolher o local para a instalação do negócio, com base em estudos e análises sobre especificidades regionais;
  • Entrar no mercado com espírito aberto para aprender;
  • Identificar uma boa rede de contactos e parceiros fiáveis – o elemento chave dos negócios é o detentor do título do Partido Comunista da China;
  • Criar uma boa rede de contactos requer persistência e intuição;
  • Deter meios de controlo na execução do contrato;
  • Prever no contrato de trabalho a rescisão amigável, assim como o recurso à arbitragem internacional;
  • Conhecer as incidências fiscais dos impostos locais;
  • Identificar os direitos de propriedade intelectual e industrial na China;
  • Registar a marca do produto na China – fundamental para dificultar a falsificação dos produtos;
  • Saber que a rotulagem dos produtos em mandarim pode ser efetuada pelo importador;
  • Estar presente nas feiras de referência chinesas;
  • Oferecer produtos com boa relação qualidade/preço;
  • Desenvolver rotulagem, packaging, etiquetagem e cores de acordo com os aspetos culturais;
  • Aprender Mandarim é fundamental.

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